Mulher não consegue atendimento em hospital psiquiátrico por ser portadora do HIV
A paciente sofre de distúrbio mental e não conseguiu atendimento na rede publica. Ela foi encaminhada ao Hospital de Base. Mas diretora do abrigo onde a paciente mora, disse que negaram o atendimento.
O Instituto Exército de Cristo, em Ceilândia Sul, é um abrigo para pessoas que tem o vírus HIV, no local vivem 15 adultos. Entre eles, uma mulher de 34 anos que também sofre de distúrbios psiquiátricos. Há duas semanas, ela teve um surto. Mas não conseguiu atendimento na rede pública.
A diretora do abrigo Francisca de Sousa conta que a paciente já era atendida em um hospital psiquiárico, mas depois que descobriram que ela tinha o vírus HIV, não quiseram mais atende-la. “Desde 2001 a Fabiana fazia tratamento no hospital psiquiátrico, ela já até ficou internada durante quatro meses. Mas, enquanto eles não sabiam que ela era soropositiva estavam atendendo normalmente. A partir do momento que eles descobriram, que ela tinha o vírus da Aids, eles não quiseram mais atende-la”, conta a diretora do abrigo Francisca de Sousa.
O diretor do Hospital São Vicente de Paulo, Ricardo de Albuquerque Lins, confirmou o encaminhamento para o Hospital de Base de Brasília (HBB). Segundo ele, esse é o procedimento em casos parecidos com o da paciente. Pois, no hospital não tem médico clínico de plantão e nem estrutura para socorro de urgência. Por isso a orientação é encaminhar pacientes que têm doenças infecto-contagiosas ou dependentes químicos para o HBB.
Foi o que a diretora do abrigo Francisca de Sousa fez. Mas segundo ela, no Hospital de Base, o atendimento foi negado. “Chegando ao hospital com o encaminhamento, a médica, que a atendeu, falou que não ia recebê-la. Disse que a paciente estava fazendo um drama. Ela estava amarrada e a médica falou que era drama”, conta Francisca.
A paciente voltou para o abrigo. Ela toma medicação forte e quando tem surtos precisa ser amarrada na cama. “Na verdade nós estamos sozinhos. Tanto ela como paciente, tanto nós que somos gestores da casa de apoio, não temos a quem recorrer”, desabafa Francisca.
O Hospital de Base informou que não se recusou a atender a paciente e que tem registros de que ela deu entrada no hospital no dia 16 de outubro e que ela foi medicada e recebeu alta da psiquiatria no dia 17. Depois disso não há novos registros. Mas, a diretora do abrigo Francisca de Sousa insiste que buscou atendimento no dia 16 e não recebeu.
Rafael Mônaco / Manoel Lenaldo
O Instituto Exército de Cristo, em Ceilândia Sul, é um abrigo para pessoas que tem o vírus HIV, no local vivem 15 adultos. Entre eles, uma mulher de 34 anos que também sofre de distúrbios psiquiátricos. Há duas semanas, ela teve um surto. Mas não conseguiu atendimento na rede pública.
A diretora do abrigo Francisca de Sousa conta que a paciente já era atendida em um hospital psiquiárico, mas depois que descobriram que ela tinha o vírus HIV, não quiseram mais atende-la. “Desde 2001 a Fabiana fazia tratamento no hospital psiquiátrico, ela já até ficou internada durante quatro meses. Mas, enquanto eles não sabiam que ela era soropositiva estavam atendendo normalmente. A partir do momento que eles descobriram, que ela tinha o vírus da Aids, eles não quiseram mais atende-la”, conta a diretora do abrigo Francisca de Sousa.
O diretor do Hospital São Vicente de Paulo, Ricardo de Albuquerque Lins, confirmou o encaminhamento para o Hospital de Base de Brasília (HBB). Segundo ele, esse é o procedimento em casos parecidos com o da paciente. Pois, no hospital não tem médico clínico de plantão e nem estrutura para socorro de urgência. Por isso a orientação é encaminhar pacientes que têm doenças infecto-contagiosas ou dependentes químicos para o HBB.
Foi o que a diretora do abrigo Francisca de Sousa fez. Mas segundo ela, no Hospital de Base, o atendimento foi negado. “Chegando ao hospital com o encaminhamento, a médica, que a atendeu, falou que não ia recebê-la. Disse que a paciente estava fazendo um drama. Ela estava amarrada e a médica falou que era drama”, conta Francisca.
A paciente voltou para o abrigo. Ela toma medicação forte e quando tem surtos precisa ser amarrada na cama. “Na verdade nós estamos sozinhos. Tanto ela como paciente, tanto nós que somos gestores da casa de apoio, não temos a quem recorrer”, desabafa Francisca.
O Hospital de Base informou que não se recusou a atender a paciente e que tem registros de que ela deu entrada no hospital no dia 16 de outubro e que ela foi medicada e recebeu alta da psiquiatria no dia 17. Depois disso não há novos registros. Mas, a diretora do abrigo Francisca de Sousa insiste que buscou atendimento no dia 16 e não recebeu.
Rafael Mônaco / Manoel Lenaldo
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