Crime 113 Sul: Laudo aponta que Maria Villela não foi morta com a mesma faca dos demais
Nesta semana, o maior desafio dos investigadores da Polícia Civil que trabalham no caso do triplo homicídio da 113 Sul é elucidar todos os detalhes que permanecem obscuros. Ainda existem muitas divergências entre os depoimentos prestados pelos dois principais suspeitos, o ex-porteiro Leonardo Campos Alves, 44 anos e seu sobrinho Paulo Cardoso Santana, e o laudo elaborado pelo Instituto de Criminalística (IC).
Uma das principais peças do quebra-cabeças e que ainda não foi devidamente encaixada na história diz respeito às armas usadas no crime. Em um primeiro depoimento, Leonardo contou, quando ainda estava preso em Montalvânia (MG), que ele e seu comparsa utilizaram facas que estavam na cozinha dos Villela. Já em seu outro depoimento, desta vez prestado na Coordenação de Investigação de Crimes contra a Vida (Corvida) ele relata que sequer subiu no apartamento e que teria entregado facas para Paulo e um terceiro homem preso também como suspeito do crime, Francisco Aguiar, 22 anos.
O fato é que, de acordo com os peritos que analisaram a cena do crime e cada uma das 73 feridas provocadas pelos esfaqueamentos, foram identificados três padrões diferentes de ferimentos. Um único tipo de faca foi usado para matar Maria Villela, 68 anos, enquanto outro tipo de instrumento foi usado exclusivamente para matar o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Guilherme Villela, 73 anos, e a empregada Francisca do Nascimento Silva, 58.
Fonte: www.clicabrasilia.com.br/carloscarone
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