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GDF não tem serviço de internação para usuários de drogas e busca viabilizar 190 vagas

Mesmo com cerca de 200 mil usuários de drogas ilícitas, o  Distrito Federal ainda não dispõe, nem nunca dispôs, de um centro público que ofereça assistência prolongada ou internação para dependentes químicos. A informação é da Subsecretaria de Política de Combate às Drogas, criada em agosto desse ano pelo governador Rogério Rosso, que admite o problema, mas adianta que já começou a agir para a criação de 190 vagas em comunidades terapêuticas.

 

A ideia é que essas vagas sejam criadas já para o ano que vem. Mas, para isso, o Ministério da Saúde ainda precisa aprovar os projetos apresentados pela subsecretaria. De acordo com o subsecretário, Aldi Roldão, 20 centros terapêuticos foram visitados pela subsecretaria, mas apenas dez apresentavam condições para atender dependentes químicos  por um período de seis a 12 meses. "Nesses dez que respondiam aos critérios do Ministério da Saúde podem ser criadas 190 vagas. Já apresentamos os dez projetos para o Ministério, e a resposta deve sair ainda essa semana", informou.

 

Mesmo assim, para Roldão, a inexistência desse serviço no DF não pode ser apontada como a causa para que menos de 30% dos usuários consigam se livrar do vício. "A internação deve ser tida como a última opção para se tratar o usuário de drogas. É difícil para ele se adaptar. Primeiro, os usuários devem recorrer aos centros de atenção psicossocial e só em último caso devem ser internados", opina.

 

De acordo com Roldão, umas das principais dificuldades que o GDF encontra para enfrentar o consumo de crack no DF é o próprio contexto no qual os usuários estão inseridos. "Quando falamos para uma pessoa romper com as drogas, precisamos saber que não é apenas com as drogas que essa pessoa está rompendo. Muitos usuários são moradores de rua, seus amigos são usuários de drogas. Falar para uma criança ou um adolescente que ele não pode mais usar crack é falar que ele não pode mais andar com seus amigos e também não pode mais continuar morando e vivendo do jeito que está".

 

 

Fonte: www.clicabrasilia.com.br/Ana Paula Andreolla e Cristina Sena
 
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