Estudo mostra que 90% dos municípios não têm tratamento contra crack
Pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgada ontem revela que, das 3.950 cidades pesquisadas, apenas 8,43% executam programas institucionalizados de combate ao crack - no Estado de São Paulo, a média é de 8,46%. Entre os depoimentos recolhidos com os secretários municipais de Saúde, há relatos de aumento de consumo do crack entre a população jovem e houve até quem pedisse “socorro”. “O Brasil não tem nenhuma política de enfrentamento ao crack, seja por parte de municípios, Estado ou União”, disse o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.
O cenário desolador é reforçado por outros números: menos da metade dos municípios do País (48,15%) estava realizando algum tipo de campanha contra o crack em novembro, incluindo atendimento a familiares e amigos de usuários, prevenção do uso de drogas e pesquisas. E só 14,78% das cidades afirmaram ter Centro de Atenção Psicossocial; 24% auxiliam entidades, como ONGs, na ressocialização dessas pessoas.
Especialistas ouvidos pela CNM estimam que, nos próximos seis anos, 300 mil pessoas devem morrer no País em virtude do consumo de crack. A CNM defende um reforço no policiamento dos municípios de fronteira - com a utilização das Forças Armadas -, para inibir a entrada de substâncias ilegais em território brasileiro.
Pesquisa
O governo federal aposta agora em uma pesquisa científica que está sendo realizada em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, voltada para 22 mil usuários de crack em zonas urbanas e rurais, nas áreas determinadas como cracolândias. A ideia é mapear as cenas de uso e não o processo de compra e venda. As informações são do jornalO Estado de S. Paulo.
O cenário desolador é reforçado por outros números: menos da metade dos municípios do País (48,15%) estava realizando algum tipo de campanha contra o crack em novembro, incluindo atendimento a familiares e amigos de usuários, prevenção do uso de drogas e pesquisas. E só 14,78% das cidades afirmaram ter Centro de Atenção Psicossocial; 24% auxiliam entidades, como ONGs, na ressocialização dessas pessoas.
Especialistas ouvidos pela CNM estimam que, nos próximos seis anos, 300 mil pessoas devem morrer no País em virtude do consumo de crack. A CNM defende um reforço no policiamento dos municípios de fronteira - com a utilização das Forças Armadas -, para inibir a entrada de substâncias ilegais em território brasileiro.
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AE
Fonte: Agencia Estado
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