Caminhões driblam a fiscalização do Detran e trafegam de modo ilegal no DF
Barulho, sujeira e buracos no asfalto. Essa é a herança deixada por motoristas de caminhões de lixo a moradores da Estrutural. Para chegar mais rápido ao lixão da cidade, eles trafegam por vias urbanas onde é proibida a circulação desses veículos. As placas de sinalização não intimidam os condutores, muito pelo contrário. O fluxo de caminhões de carga, principalmente na Quadra 15, é intenso. A passagem obrigatória para os carros deveria ser o anel viário construído pelo GDF ao redor da região, mas poucos seguem as normas de circulação. A maioria prefere a comodidade ao respeito às leis de trânsito.
“Dá quatro, cinco horas da manhã e esses caminhões continuam passando na rua, acordando a gente”, relata a dona de casa Benta Pereira Lima, 43 anos. “Quando passam pelos quebra-molas, deixam muito lixo caído na pista. Sem falar do mau cheiro que temos que suportar todos os dias”, acrescenta. Ela acredita que falte fiscalização no local.
O comerciante Josenito Barbosa, 42 anos, concorda com Benta. Mas para ele o maior transtorno trazido pelos caminhões de lixo é a poeira. “Todos os produtos ficam sujos, afinal, não tem quase mais asfalto no chão, é só terra. Quando acabar o período das chuvas vai ser ainda pior”, prevê. “Há desrespeito dos motoristas e também das empresas que não orientam os seus funcionários a não transitar por aqui”, opina.
O gerente de Policiamento e Fiscalização do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), Clélio da Rocha Galvão, afirma que a proibição existe e deve funcionar. “Fazemos operações periódicas no local, mas são muitos caminhões de carga que saem e entram no Lixão. Fazemos o possível para coibir a ilegalidade, mas realmente é recorrente”, explica. “As pessoas vistas descumprindo a legislação são multadas no ato. E se pegamos carros irregulares, levamos para o depósito”, completa. A infração para o motorista flagrado transitando em local proibido é considerada média e o valor a ser pago é de R$ 85.
O Correio conversou com vários motoristas ontem, mas eles preferiram não se identificar. A maioria afirmou fazer o trajeto por dentro da cidade para economizar tempo. Questionados sobre a fiscalização, confirmaram que o Detran-DF faz patrulhamentos, mas que somente os desavisados levam multa.
Comunicação
Segundo o gerente de Policiamento e Fiscalização do Detran-DF, os motoristas se comunicam entre si e isso acaba facilitando para que as irregularidades continuem acontecendo. “Geralmente, cerca de 40 minutos depois de realizadas as blitzes, o movimento diminui. Quando sabem que estamos de olho, eles começam a passar pelo anel externo. Vale lembrar que a infração administrativa aplicada não inclui retenção e apreensão dos veículos”, assinala.
O Detran-DF possui apenas 20 viaturas para fazer a fiscalização e o policiamento no Distrito Federal diariamente. Servidores da entidade reconhecem que a falta de efetivo contribui substancialmente para quadros como o da Vila Estrutural.
Na Quadra 15, funcionários da Unidade Básica de Saúde da Família Saudável são os mais prejudicados com o trânsito dos caminhões. A servente Maria Lúcia Paiva Silva, 40 anos, confessa ter que lavar o lugar, pelo menos, duas vezes ao dia. “Aqui, mais do que em qualquer local, temos que cuidar da higiene. Não dá para continuarmos aturando esse descaso”, indigna-se. “Tem que doer no bolso dos empresários para que esse cenário mude. Só assim mesmo para mudar algo. Já tentamos várias coisas: mobilização, fechamento da rua, e nada deu certo”, conclui. A rejuntadeira Conceição Carvalho, 32 anos, complementa: “Uma só pessoa não pode fazer muita coisa. Mas, juntos, temos que dar um ponto final nisso. Acontece que a comunidade está desunida”.
“Dá quatro, cinco horas da manhã e esses caminhões continuam passando na rua, acordando a gente”, relata a dona de casa Benta Pereira Lima, 43 anos. “Quando passam pelos quebra-molas, deixam muito lixo caído na pista. Sem falar do mau cheiro que temos que suportar todos os dias”, acrescenta. Ela acredita que falte fiscalização no local.
O comerciante Josenito Barbosa, 42 anos, concorda com Benta. Mas para ele o maior transtorno trazido pelos caminhões de lixo é a poeira. “Todos os produtos ficam sujos, afinal, não tem quase mais asfalto no chão, é só terra. Quando acabar o período das chuvas vai ser ainda pior”, prevê. “Há desrespeito dos motoristas e também das empresas que não orientam os seus funcionários a não transitar por aqui”, opina.
O gerente de Policiamento e Fiscalização do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), Clélio da Rocha Galvão, afirma que a proibição existe e deve funcionar. “Fazemos operações periódicas no local, mas são muitos caminhões de carga que saem e entram no Lixão. Fazemos o possível para coibir a ilegalidade, mas realmente é recorrente”, explica. “As pessoas vistas descumprindo a legislação são multadas no ato. E se pegamos carros irregulares, levamos para o depósito”, completa. A infração para o motorista flagrado transitando em local proibido é considerada média e o valor a ser pago é de R$ 85.
O Correio conversou com vários motoristas ontem, mas eles preferiram não se identificar. A maioria afirmou fazer o trajeto por dentro da cidade para economizar tempo. Questionados sobre a fiscalização, confirmaram que o Detran-DF faz patrulhamentos, mas que somente os desavisados levam multa.
Comunicação
Segundo o gerente de Policiamento e Fiscalização do Detran-DF, os motoristas se comunicam entre si e isso acaba facilitando para que as irregularidades continuem acontecendo. “Geralmente, cerca de 40 minutos depois de realizadas as blitzes, o movimento diminui. Quando sabem que estamos de olho, eles começam a passar pelo anel externo. Vale lembrar que a infração administrativa aplicada não inclui retenção e apreensão dos veículos”, assinala.
O Detran-DF possui apenas 20 viaturas para fazer a fiscalização e o policiamento no Distrito Federal diariamente. Servidores da entidade reconhecem que a falta de efetivo contribui substancialmente para quadros como o da Vila Estrutural.
Na Quadra 15, funcionários da Unidade Básica de Saúde da Família Saudável são os mais prejudicados com o trânsito dos caminhões. A servente Maria Lúcia Paiva Silva, 40 anos, confessa ter que lavar o lugar, pelo menos, duas vezes ao dia. “Aqui, mais do que em qualquer local, temos que cuidar da higiene. Não dá para continuarmos aturando esse descaso”, indigna-se. “Tem que doer no bolso dos empresários para que esse cenário mude. Só assim mesmo para mudar algo. Já tentamos várias coisas: mobilização, fechamento da rua, e nada deu certo”, conclui. A rejuntadeira Conceição Carvalho, 32 anos, complementa: “Uma só pessoa não pode fazer muita coisa. Mas, juntos, temos que dar um ponto final nisso. Acontece que a comunidade está desunida”.
"Dá quatro, cinco horas da manhã e esses caminhões continuam passando na rua, acordando a gente. Quando passam pelos quebra-molas, deixam muito lixo caído na pista”
Benta Pereira Lima, moradora da Estrutural
"Fazemos operações periódicas no local, mas são muitos caminhões de carga que saem e entram no lixão. Fazemos o possível para coibir a ilegalidade, mas realmente é recorrente”
Clélio da Rocha Galvão, gerente de Policiamento e Fiscalização do Detran-DF
Benta Pereira Lima, moradora da Estrutural
"Fazemos operações periódicas no local, mas são muitos caminhões de carga que saem e entram no lixão. Fazemos o possível para coibir a ilegalidade, mas realmente é recorrente”
Clélio da Rocha Galvão, gerente de Policiamento e Fiscalização do Detran-DF
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