OAB-DF questiona ação da polícia no caso do triplo assassinato da 113 Sul
A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) pediu ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e à Corregedoria da Polícia Civil do DF a apuração de supostas irregularidades cometidas pela polícia no caso Villela. As possíveis falhas cometidas pela Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida) passam por sumiço de provas e coação de testemunhas. O crime ocorreu em agosto do ano passado na 113 Sul. Morreram a facadas José Guilherme Villela, 73 anos, e a mulher, Maria Carvalho Villela, 69; e a principal empregada da família, Francisca Nascimento da Silva, 58.
Os ofícios foram encaminhados pela OAB-DF na última quinta-feira após denúncia feita pelos advogados da arquiteta Adriana Villela, filha do casal assassinado. Ela é acusada pela Corvida de envolvimento no triplo homicídio, mas sempre alegou inocência. “Entendemos que os indícios são fortes de desaparecimento de provas e de coação de informantes. Pedimos, então, que o Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Civil aprofundem essa investigação. Se forem constatadas irregularidades, que tomem as medidas cabíveis”, defendeu o presidente da OAB-DF, Francisco Caputo.
Filmagem sumida
Segundo ele, os defensores de Adriana apontam para o desaparecimento de vídeos feitos pela polícia. Um deles seria o da filmagem de um depoimento de cinco horas prestado pela filha dos Villelas à Corvida. Os advogados dela alegam que houve tortura psicológica. “ A defesa e a OAB-DF pediram as cópias desse vídeo. A delegada Mabel (de Faria, diretora da Corvida e chefe do inquérito) disse que estavam sendo periciadas. Cinco meses depois, a defesa fez o pedido à Justiça. E aí, a delegada alegou que esse vídeo nunca existiu”, disse Caputo.
Outra filmagem que teria sumido é a feita por um policial que seguiu Adriana. Segundo o presidente da OAB-DF, essa gravação consta nos autos e serviu para que a polícia confundisse uma prima da acusada com uma mulher suspeita de ajudá-la no crime da 113 Sul. “Isso aparece nos autos, mas, segundo a polícia, tal vídeo também nunca existiu”, explicou Caputo. Já a suposta coação denunciada pelos defensores teria ocorrido contra o informante que levou a 8ª Delegacia de Polícia (SIA) a prender, em Minas Gerais, dois homens que confessaram a execução das vítimas.
Fonte: www.correiobraziliense.com.br
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