Reparo definitivo na BR-060 deve durar seis meses e poderá custar R$ 10 mil
Os reparos no Km 24 da principal rodovia de ligação entre Brasília e Goiânia deverão ser concluídos, no máximo, em seis meses. Em decorrência de um buraco de grandes proporções — 40 metros de extensão, 10 metros de largura e 40 metros de profundidade — que se abriu no meio do asfalto, a BR-060 permanece fechada nas imediações de Alexânia (GO). Com a cratera no asfalto, os carros terão de passar por dois desvios que devem ficar prontos até a tarde de amanhã. Os técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) começaram ontem os estudos de como será feito o conserto na estrada.
As equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) fazem o controle do tráfego na pista. Enquanto as obras dos desvios não ficam prontas, só podem ultrapassar o posto da corporação os motoristas que moram ou trabalham nas comunidades rurais anteriores à cratera. O restante dos veículos, que se dirigem a cidades como Alexânia e Abadiânia, tem de fazer o retorno e usar caminhos alternativos, como as estradas de acesso a Águas Lindas de Goiás e a Luziânia (veja arte).
Quando os desvios ficarem prontos, a barreira feita pela PRF será liberada e os condutores precisarão de atenção redobrada ao passar pelo Km 24 da BR-060. Quem deixar o Distrito Federal em direção à capital goiana dirigirá por uma pista paralela ao buraco, improvisada com cascalho e asfalto na área verde à margem da rodovia. No sentido contrário, quando chegar perto do barranco, o condutor que vier de Goiânia para Brasília terá de se encaminhar a um trecho de 2km por onde passava a BR-060 antes da duplicação. A estrada será revitalizada e reativada durante as obras de restauração da via.
A área comprometida soma cerca de 200 metros. As investigações apontam que a cratera se abriu por conta da proximidade do trecho da BR-060 com uma mina d’água. De acordo com o diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, no local, o subsolo da rodovia sofreu infiltrações que comprometeram a qualidade do asfalto. “O que se verifica é a incidência hidrológica em vários pontos da pista. Será preciso trabalhar com a drenagem profunda para que o problema não volte a ocorrer”, afirmou. Pagot descartou que falhas estruturais tenham causado o acidente na estrada, inaugurada há três anos com custo orçado em R$ 265 milhões. “Quando foi feita a duplicação, não foram encontrados esses olhos d’água. Os lençóis freáticos podem mudar”, acrescentou.
Rachaduras
Sem se comprometer com prazos, Pagot informou que a reconstituição do Km 24 custará de R$ 8 milhões a R$ 10 milhões e será concluída em menos de seis meses, período máximo estipulado para a finalização dos trabalhos. A duplicação da BR-060 foi concluída três anos atrás e custou R$ 265 milhões.
Novos desabamentos poderão ocorrer. O tenente Luiz Carlos dos Santos, do 3º Batalhão de Bombeiros Militares de Anápolis, explicou que as rachaduras têm aumentado. “A parte debaixo da pista está sem sustentação”, explicou. O agricultor Marcílio Lima, 45 anos, viu as irregularidades na BR-060 se multiplicarem. “Faz cinco meses que apareceu a primeira rachadura e, desde então, a coisa só piorou”, relembrou.
A cratera tem causado problemas para os moradores da região. Os funcionários de uma fábrica de cerveja no local têm de fazer o trajeto de 1km a pé porque o ônibus que os leva até a empresa não pode passar ao longo do buraco. Depois de atravessar o trecho, outro ônibus apanha o grupo de 150 pessoas por turno para levá-las até a usina. “Vai ser um transtorno até os desvios ficarem prontos”, reclama o analista Fábio Almeida, 28 anos, empregado da fábrica.
Fonte: www.correiobraziliense.com.br
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