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Estatísticas revelam queda no número de homicídios no Distrito Federal

A quantidade de homicídios no Distrito Federal está em queda. As estatísticas de 2009 e 2010 revelam redução de 15,47% nos assassinatos. A comparação dos registros de janeiro com o mesmo período dos dois últimos anos, também revela tendência de redução. No primeiro mês, 51 pessoas foram mortas, número 46,3% menor do que em 2010 (leia quadro). As mortes de 2011 estão associadas ao uso de drogas e álcool, acerto de contas e vingança.

O levantamento da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) revelou que no último mês o Paranoá foi a cidade que registrou o maior número de casos de homicídios no DF. Em segundo lugar, aparece São Sebastião, seguida por Santa Maria e Ceilândia. A SSP-DF detectou que os crimes ocorrem com mais frequência entre às 18h e às 23h de domingo, em decorrência do uso de álcool e de drogas. Entre os homicídios com motivação esclarecida, 25% são provocados por acerto de contas e 25% por vingança.

Ao avaliar os motivos da redução dos assassinatos em janeiro deste ano comparado com janeiro de 2009, o secretário de Segurança Pública do DF, Daniel Lorenz, afirmou que a queda ocorreu por conta de uma política de integração das forças policias. Especialista em inteligência, ele tem feito operações estratégicas que reúnem membros da Polícia Civil, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) na Operação Buriti. Lançada no último dia 20, a ação tem foco no combate à violência e ao tráfico de drogas.

Dias melhores
A Subsecretaria de Operações de Segurança Pública (Sosp), vinculada à SSP-DF, deu início à Operação Dias Melhores, que consiste na implantação de conselhos operacionais em cada uma das regiões administrativas do Distrito Federal. As ações são apontadas como uma segunda fase da Operação Buriti e darão sustentação às conquistas obtidas na primeira fase.

O foco da ação é reduzir sete tipos de crimes — uso e tráfico de drogas, homicídios, lesão corporal, roubo a pedestres e a postos de combustíveis e furto e roubo de veículos e a residências — que registraram menor queda em 2010 na comparação com 2009. Os grupos operacionais são formados por integrantes da Sosp, da Polícia Militar, da Polícia Civil e das administrações regionais. Eles vão atuar a partir das informações dos setores de estatística e de inteligência, como tipo de crime, dia e hora e motivos.

O subsecretário do Sosp, coronel Jooziel de Melo Freire, explicou que as ações colocadas em prática diferem de outras lançadas no DF na área de segurança pública, porque respeita as diferenças de cada região administrativa. “No passado, tratava-se a segurança pública como se todos estivessem no mesmo barco. Agora não. Cada cidade satélite tem a sua peculiaridade e ela será respeitada. Não adianta uniformizar ações de segurança em regiões com características tão diferentes”, defendeu.

Segundo o coronel Jooziel, o Grupo Operacional vai atuar de forma integrada, não necessariamente no combate direto ao crime, mas atuando para melhorar a iluminação, desobstruir ruas que dificultam o acesso da polícia e colher informações sobre as demandas da comunidade articulada com outros órgãos do governo. “Em uma área onde há crianças e adolescentes de rua, vamos chamar a Vara da Infância e Juventude e outras secretaria do governo para definir estratégias de atuação”, exemplificou. A Operação Dias Melhores começou por Brasília e Taguatinga.

Fonte:www.correiobraziliense.com.br/ Ana Maria Campos/Adriana Bernardes

 
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