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Agnelo enfrenta fogo amigo no início de seu governo

Sindicatos que apoiaram governador pedem melhorias para suas categorias

Professores fizeram a primeira grande manifestação em frente ao Buriti pedindo contratação de concursados, confrontando o GDFFoto: Sandro Araújo/Cedoc Professores fizeram a primeira grande manifestação em frente ao Buriti pedindo contratação de concursados, confrontando o GDF

Companheiros, companheiros; negócios à parte. No tabuleiro das disputas políticas no DF neste início de ano, uma chama a atenção pelas partes envolvidas. Companheiros de luta e aliados na campanha eleitoral de 2010, segmentos sindicais e o governador travam nova disputa, agora em lados opostos. Por um lado, sindicatos reivindicam melhorias para as categorias que defendem, fato que coloca Agnelo Queiroz (PT) em meio a um verdadeiro “fogo amigo”.


O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) é um dos que mais pressiona o governo, motivado principalmente pelo respeito às promessas feitas por Agnelo ainda durante a campanha. O motivo da reclamação é o mesmo do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol): os compromissos do petista durante as eleições. A categoria ameaçou entrar em greve, mas após assembleia realizada na última quinta-feira, no Parque da Cidade, os policiais, que entre as reivindicações estão a reestruturação de carreira, sinalizaram com um voto de confiança ao GDF. Durante a assembleia um representante do governo encaminhou ao presidente do Sinpol e deputado distrital, Wellington Luiz (PSC), uma nota aos Servidores da Segurança Pública do DF, ratificando seu compromisso com os policiais civis, policiais militares e bombeiros.


Outro setor que demanda atenção imediata é a saúde, considerada prioridade para Agnelo e que tem sido foco da atenção do GDF nesses primeiros meses de trabalho. Os servidores da categoria reivindicam a contratação de mais profissionais, segundo indica o Sindicato dos Servidores da Saúde (SindSaúde). O secretário de Saúde, Rafael Barbosa, afirmou que o primeiro edital para a realização de concurso já está pronto e aguarda a aprovação do pacote da saúde enviado pelo GDF para a Câmara Legislativa do DF.


Segurança reunida

 

 

Deputado distrital Wellington Luiz é representante dos policiais civisFoto: Gilda Diniz/CedocDeputado distrital Wellington Luiz é representante dos policiais civis
Em função da demanda de reestruturação da carreira do policial civil e reajuste salarial na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros, várias entidades, como o Sinpol, o Sindepo, a Agepen e a Adepol se reuniram e debateram a necessidade de acompanhar de perto a elaboração dos editais para que não só o governador cumpra seu compromisso de campanha, mas que ele também ajude no convencimento do governo federal.

 


Agnelo assinou uma carta-compromisso em 8 de setembro, durante as eleições, prometendo tratar desses pontos no governo. “Essa demora afeta a qualidade da Segurança Pública que é oferecida à sociedade. É preciso lembrar ainda que estamos às vésperas de dois eventos mundiais que serão sediados no Brasil - Copa do Mundo e Olimpíadas - e a Segurança deve ser uma das principais preocupações”, declarou Wellington Luiz ao site do Sinpol.


Aliados ou oposição?
Paralelo à disputa, sindicatos e governo mantêm um discurso de aliança. A CUT também mantém uma relação tensa com o GDF, já que reivindica promessas feitas por Agnelo. Nessa queda de braço, o Sinpro busca boas condições de trabalho e a gestão democrática prometida por Agnelo.


De outro o GDF promete educação pública de qualidade. “A maior parte dos professores apoiou Agnelo nas eleições por acreditar que ele poderia mudar as coisas. Mas manteremos nossa campanha salarial. A categoria quer respeito e luta por isso. O compromisso do sindicato é garantir uma rede pública de qualidade, luta que fazemos há 32 anos”, conclui Maria Augusta.


Sindicato exige solução 

Secretária de Educação, Regina Vinhaes, recebe pressão do SinproFoto: Rúbio Guimarães/CedocSecretária de Educação, Regina Vinhaes, recebe pressão do Sinpro
O estopim da relação de amor e tensão entre o Sinpro e o GDF veio da Secretaria de Educação. Após publicar em sua página a convocação dos concursados para cargos efetivos, a secretária retirou a informação horas depois.

 


O fato se agravou após a titular da pasta, Regina Vinhaes, vir a público dizer que o órgão cometeu um equívoco e não tinha condições de chamar os professores por falta de recursos.


Pressionada pelo Sinpro, a secretária voltou atrás e disse que o governo apresentaria o número de aprovados para serem convocados de forma imediata.


A saída apresentada pela secretária não surtiu o efeito esperado, fato que levou a Comissão de Negociação do Sinpro e representantes dos concursados a organizarem um ato público em frente ao Palácio do Buriti e a buscarem apoio dos parlamentares no sentido de angariar recursos para garantir a convocação de concursados para preenchimento das vagas efetivas da carreira do magistério público da Secretaria de Educação.


Segundo Maria Augusta Ribeiro, diretora do Sindicato dos Professores, o equívoco causou expectativa e decepção por parte da categoria.

 

 

 

Fonte: jornal Coletivo

 
Edição Atual

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