Novo Sub-Comandante mudará promoções

O coronel Wellington Rodrigues é o novo subcomandante da Polícia Militar – acumula ainda o cargo de chefe do estado maior da PM –, nomeado ontem para ficar no lugar do coronel Carlos Cezar Macário, que está preso acusado de participar de um grupo de extermínio – ele foi transferido para Campo Grande (MS) ontem. Rodrigues é um dos integrantes do grupo de renovação da corporação, formado desde o início da gestão de Raimundo Nonato no comando geral. A ele foi concedida uma das tarefas mais discutidas após a detenção dos 19 PMs na operação Sexto Mandamento, da Polícia Federal. Ficou encarregado de presidir a comissão que mudará a lei interna das promoções de agentes e oficiais. A intenção, segundo ele, é amenizar qualquer influência subjetiva na escolha de quem ocupará cargos e adotar mecanismos mais claros, baseados unicamente na capacidade e currículo do oficial dentro da PM.
Wellington ocupava o posto de comandante de apoio logístico (CAL), tem 48 anos de idade, sendo que 28 destes foram reservados à carreira militar. Relata que tinha conhecimento da operação e esteve presente, inclusive, na reunião que ocorreu ontem na Polícia Federal após a divulgação do resultado da investigação. O convite para ocupar o posto de subcomandante foi feito pelo secretário de segurança, João Furtado, logo após o encontro. Rodrigues diz que não sabia da possibilidade de ser convidado. Ficou surpreso e não hesitou em aceitar. “A intenção de todos que entram na corporação é chegar a ocupar um dos cargos de comando.”
Ele aguarda reunião com Nonato para expressar ideias e apresentar sugestões que possam ajudar na eficácia das mudanças que já são feitas. “Mudanças, aliás, em todos os aspectos.” Nonato teria designado desde o princípio da gestão, em janeiro, a adoção de diretrizes embasadas na justiça e na valorização do mérito profissional.
CORREGEDORIA
A Corregedoria da PM poderá sofrer mudanças. O subcomandante avalia que o trabalho, hoje, é bem executado. O que falta, na visão dele, e que provavelmente será adotado é que os processos sejam melhor distribuídos entre os policiais competentes para realizar a investigação. Assim, o trâmite interno seria acelerado.
Os indícios de envolvimento de policias em grupo de extermínio são avaliados há algum tempo pela corporação. Rodrigues diz que o acúmulo de dados foi crucial na investigação da PF e a PM concedeu as informações necessárias. “O serviço de inteligência esteve à disposição”, diz. Ele aproveita para esclarecer que a PF não agiu como intrusa no caso, até mesmo porque existem diferentes escalas de processo. Existem os administrativos, que são investigados internamente e aqueles que ultrapassam os limites da corporação por já estarem em trâmite na Justiça ou envolvendo casos que não se restringem ao caráter administrativo, somente.
Ele acredita que, não só agora, mas sempre é preciso divulgar a noção de que a polícia age em defesa da vida, como aliada da sociedade e não figura antagônica. “É uma situação isolada (atuação de grupos de extermínio). Não podemos generalizar, além de ser um fato em que as pessoas envolvidas estão na PM há algum tempo e diz respeito a casos antigos.” (G.R.)
- [30/06/11] - Morador de Taguatinga invade e-mails de Dilma Rousseff
- [07/01/11] - Agnelo começa a admitir servidores para os 18,5 mil cargos comissionados
- [14/04/10] - Arruda: "Minha vida acabou"
- [11/11/10] - CEP Ceilândia abre inscrições
- [24/03/12] - Comemorações dos 52 anos de Brasília terá agenda cheia de festividades
- [06/01/11] - Gim Argello dá golpe até na sorte alheia e pode ser alvo de investigação













