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Correção da tabela do IR deve gerar nova polêmica

Oposição e centrais sindicais já se mobilizam para aumentar o índice de reajuste da tabela do Imposto de Renda, que o governo fixará em 4,5% por medida provisória

 

Luiz Sérgio, ministro de Relações Institucionais, declara que o governo quer nova tabela em vigor nos próximos dias

A correção da tabela de desconto na fonte do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) deve gerar a próxima grande disputa no Congresso. Aprovado o salário mínimo de R$ 545, a presidente Dilma Rousseff determinou ontem que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, prepare medida provisória reajustando em 4,5% a tabela do IRPF. De acordo com o ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, o governo quer que a nova tabela esteja em vigor nos próximos dias. 

O percentual de reajuste poderá se transformar em uma nova disputa com as centrais sindicais e seus representantes no Congresso, após a fixação do salário mínimo vencida pelo governo. Os sindicatos defendem que o reajuste seja de 6,46%, percentual equivalente à inflação do ano passado. Já o governo defende a manutenção do acordo firmado que considera o centro da meta de inflação, ou seja, 4,5%.

— O governo fez um acordo com as centrais para o reajuste do mínimo e da tabela de imposto de renda e vai cumprir o acordo feito — disse o ministro. O reajuste da tabela do IRPF integra o acordo firmado há quatro anos com as centrais sindicais, que agora anunciam intenção de questionar o percentual anunciado pelo governo. 

A oposição já se articula para mudar a MP. O líder do DEM, senador José Agripino (RN), disse ontem que "vamos mostrar a defasagem na correção da tabela, que não é pequena; é grande, bastante grande". Já o líder do governo Romero Jucá (PMDB-RR) disse que os 4,5% correspondem ao centro da meta da inflação para este ano. 

Fonte: Agência Senado

 
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