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Câmara começa hoje a investigar Jaqueline

Deputada será citada e terá cinco dias para se defender

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), vai encaminhar hoje ao corregedor da Casa, Eduardo da Fonte (PP-PE), a denúncia contra a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF). Maia disse que ainda aguarda mais informações sobre o caso do Ministério Público. O corregedor deve elaborar uma decisão sobre recomendar ou não abertura de processo por quebra de decoro pelo Conselho de Ética da Câmara. Eduardo da Fonte afirmou que hoje mesmo Jaqueline Roriz será citada. Então, a filha do ex-governador Joaquim Roriz e herdeira política do clã terá cinco dias para apresentar sua defesa.


O caso deverá ser analisado ainda pelo Conselho de Ética da Câmara, que seria instalado hoje também, às 14h30. O líder do PSOL, deputado Chico Alencar (RJ), confirmou que o partido vai entrar com uma representação contra a deputada logo após a instalação do conselho. Por se tratar de um pedido do partido, a representação será analisada diretamente pelo conselho, independentemente de encaminhamento do presidente. O documento do PSOL lembra também que Jaqueline Roriz aparece em uma lista de deputados distritais que supostamente teriam aceitado propina para votar em favor do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) do DF. A relação faz parte do relatório final da investigação da Polícia Federal sobre o escândalo de corrupção em Brasília. (Com Agência Câmara).


Membros do Conselho defendem apuração
Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, vários deputados que serão membros do Conselho de Ética defendem que haja investigação rigorosa contra Jaqueline Roriz. Eles descartam a tese de que os crimes foram cometidos antes do mandato, o que, pela regra, poderia impedir que fosse procedida investigação na Câmara. Os membros do Conselho afirmaram que as imagens só foram divulgadas depois de Jaqueline ter sido eleita, e o vídeo poderia ter mudado as eleições. Além disso, o dinheiro recebido ajudou Jaqueline a se eleger, tanto deputada distrital quanto federal.


Liliane cobra investigação rigorosa

 

 

Liliane afirmou que é de uma nova geração na política, e que sofre preconceito por  ser da família  RorizLiliane afirmou que é de uma nova geração na política, e que sofre preconceito por ser da família Roriz
Em um discurso emocionado, a deputada distrital Liliane Roriz (PRTB) disse que não tinha procuração e nem era porta-voz de sua irmã, mas prestava solidariedade fraternal. Ela defendeu transparência no caso e um julgamento justo, pedindo isenção na apuração do caso. “Todos nós aqui fomos eleitos para inaugurar um novo jeito de fazer política no Distrito Federal, algo muito difícil, especialmente para mim, que enfrento preconceito e discriminação por conta da minha família”, assinalou.

 


Já o deputado Wasny de Roure (PT) afirmou em seu discurso que o novo escândalo é “extremamente desabonador para Brasília, especialmente agora quando estamos tentando elevar a moral da população”. Ele reclamou que fatos novos sobre a chamada operação Caixa de Pandora sejam divulgados a conta-gotas.


O deputado Cláudio Abrantes (PPS) lembrou que assinou pedido de criação de CPI da Caixa de Pandora e acabou tendo que deixar o mandato. Ele também criticou a divulgação dos vídeos de acordo com “interesses e conveniências”.

 

Fonte: Jornal Coletivo com Portal da CLDF

 
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