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CEILÂNDIA VIRA CIDADE DOS BURACOS Depois das últimas chuvas, o asfalto cedeu e verdadeiras crateras se formaram em várias vias públicas

Buracos tomam conta de ruas

Chuvas recentes fizeram capa asfáltica ceder em vários pontos da cidade

Vias estão em péssimas condições de uso e buracos causam prejuízos para a população de Ceilândia, provocando, ainda, manobras perigosas e acidentes na regionalFoto: Gilda DinizVias estão em péssimas condições de uso e buracos causam prejuízos para a população de Ceilândia, provocando, ainda, manobras perigosas e acidentes na regional

Buraco é o que não falta na cidade de Ceilândia, principalmente após as recentes chuvas que atingiram todo o Distrito Federal. A fina camada de massa asfáltica que cobre o solo não resistiu às fortes enxurradas. Com as vias cheias de buracos não é difícil mensurar os prejuízos que a população sofre ao trafegar pelas pistas danificadas. Na pista principal que dá acesso às quadras QNM 18 e QNM 20 de Ceilândia Norte existe uma cratera enorme, que obriga os motoristas a fazerem grandes desvios para fugir do buraco. A manobra pode ser perigosa, causando acidentes.


Além dos buracos feitos pelas chuvas também existem os que foram abertos pela Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb). Os moradores revelam que existem vários abertos nas ruas há mais de 15 dias, esperando a reconstrução. Vanilda Alves de Souza, dona de um restaurante no centro da cidade, conta que já furou o pneu do seu veículo ao passar por um buraco grande. “Aqui não tem mais rua, só buraco. Eu acredito que isso atrapalha o comércio, além disso acaba com os carros. Ontem mesmo, eu furei o pneu do meu carro. Tive um trabalho enorme para trocar o pneu no meio do trânsito”, disse.


A moradora Vera Lúcia relata que na QNN 5/7, Ceilândia Norte, próxima à estação do metrô, não existe escoamento e o acúmulo das águas danifica o asfalto. “Quando chove, vira uma piscina. Não tem saída para a água e ninguém pode passar”. Já a dentista Laércia Gomes, que possui um consultório em um prédio comercial da cidade, conta que na semana do Carnaval ela teve um prejuízo de R$ 1 mil, porque caiu em uma cratera em Ceilândia Leste. “Quebrei a minha roda e o pneu do meu carro estragou. Na pista da Fundação Bradesco também tem muito buracos”, lembra.


Na QNM 20, Conjunto P de Ceilândia, há um buraco de grande proporção no meio da pista há mais de um mês. A pista da entrequadra 5/3 está toda perfurada e por isso os veículos estão trafegando em velocidade reduzida.


Comerciantes cobram solução de infraestrutura

 

Os comerciantes de Ceilândia estão cobrando medidas do governo em relação à infraestrutura da cidade. Denilson Amaral, assessor da diretoria e administrador da Associação Comercial de Ceilândia (Acic), admite que os comerciantes são prejudicados e, por isso, há cerca de um mês foi encaminhada para a administração uma petição a fim de cobrar os reparos nas vias.


“Todos os anos eles tapam buracos e depois das chuvas eles reaparecem. O correto era refazer todo o asfalto. Isso prejudica o comércio, pois assusta o consumidor. Estive em uma reunião com o administrador e ele disse que os serviços estão sendo feitos, mas que vai levar um tempo para a conclusão”, conta. O administrador de Ceilândia, Ari de Almeida, foi procurado pelo Coletivo, mas não foi encontrado até o fechamento desta edição.

Fonte: Jornal Coletivo/ Kátia Oliveira

 
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