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Violência em regional deixa população atrás das grades

Setor é palco de constantes conflitos entre gangues e comércio de drogas

 

Comerciantes se protegem como podem e população teme a ação de bandidos no Setor Sul da cidade. Quadras 205 e 206 são as mais perigosas, de acordo com os moradoresFoto: Sandro AraújoComerciantes se protegem como podem e população teme a ação de bandidos no Setor Sul da cidade. Quadras 205 e 206 são as mais perigosas, de acordo com os moradores

O medo e a insegurança estão tomando conta dos moradores e comerciantes das Quadras 204 à 207, de Santa Maria Sul, devido à grande incidência de crimes e o uso indiscriminado de drogas à luz do dia, como conta a população. A região é popularmente conhecida como Faixa de Gaza – uma alusão à zona de tensão árabe – e os moradores vivem aterrorizados com os constantes conflitos entre gangues rivais na busca de demarcar territórios para a livre comercialização de drogas e entorpecentes. Com medo de represálias, nenhum cidadão se arrisca a contar abertamente os crimes que ali acontecem.


Dono de um estabelecimento há seis meses, um comerciante que não quis se identificar é obrigado a trabalhar atrás das grades para se prevenir contra assaltos, que segundo ele são frequentes na região. “Vivemos uma insegurança terrível, mesmo com a polícia passando de vez em quando os bandidos não se intimidam e assim os cidadãos de bem é que são obrigados a ficar presos. A qualquer momento alguém vem e mete uma bala na nossa cara”, revela o comerciante.


Para comprar os produtos da mercearia, os moradores pagam, recebem o troco e a mercadoria por meio das brechas da grade. Se o produto não passar pelos pequenos espaços, o vendedor é obri­gado a abrir uma janelinha e entregar a mercadoria. “Todos os comerciantes fazem assim. Recebemos ameaças até por causa das mercadorias”, revela o rapaz. As Quadras 205 e 206 da região são as mais perigosas e concentram o maior número de integrantes das gangues, revelam populares.


Medo leva comunidade a não procurar a polícia

 

Segundo o tenente-coronel Giuliano Costa de Oliveira, do 26ª Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo policiamento da região, a falta de registros de ocorrências faz com que os índices oficiais de criminalidade não sejam condizentes com as reclamações. “A Secretaria de Segurança nos passa todos os dados e eles não mostram esta situação. É necessário que a população registre ocorrência dos crimes, pois são instrumentos para direcionarmos as nossas ações. Quem tem que estar atrás das grades são os bandidos”.


Há dois meses no comando, o tenente afirma que vem promovendo operações especiais além de colocar maior número de agentes e viaturas nas ruas. Sobre as denúncias dos moradores, ele se comprometeu em aumentar o policiamento das quadras apontadas pela reportagem do Coletivo.

 

Fonte: Jornal Coletivo/ Fábio Magalhães 

 
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