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Policiais civis cruzam os braços a partir de amanhã

Categoria acusa o governo de descaso e resolve pressionar paralisando atividades essenciais da segurança pública em toda a capital federal

 

Cerca de dois mil policiais compareceram à assembleia realizada na tarde de ontem, que aprovou greve por tempo  indeterminadoFoto: Divulgação/Sinpol-DFCerca de dois mil policiais compareceram à assembleia realizada na tarde de ontem, que aprovou greve por tempo indeterminado

Tem início amanhã, às 8h, a greve geral dos policiais civis do Distrito Federal, por tempo indeterminado. O movimento foi aprovado, ontem, em assembleia que reuniu cerca de duas mil pessoas. Os trabalhadores marcaram nova assembleia para o próximo dia 6, às 15h, em frente ao Palácio do Buriti.


Com a paralisação, 70% do efetivo da PCDF deve cruzar os braços e alguns serviços da corporação vão deixar de funcionar, entre eles a abertura de novas investigações e o registro de ocorrência de crimes de menor potencial. As delegacias e outras repartições do órgão devem funcionar em esquema de plantão atendendo apenas a flagrantes, crimes contra a vida e dando continuidade às investigações em curso.


De acordo com as informações da direção do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-DF), “o descaso como que o Governo do Distrito Federal tem tratado os policiais civis do DF fez com que fosse decretada greve por prazo indeterminado”. A direção da entidade refere-se à falta de proposta do Executivo. Na última reunião com a categoria, em 23 de março, o GDF comprometeu-se a apresentar um acordo até o meio-dia de ontem, mas os dirigentes do Sinpol-DF foram para a assembleia de mãos vazias.


Na assembleia, os sindicalistas lembraram que a categoria vem negociando há 90 dias. “É inadmissível a forma como o governo está tratando a categoria e que agora os policiais vão mostrar a força dos servidores da PCDF”, disse o vice-presidente do Sinpol-DF, Ciro de Freitas. A categoria reivindica a reestruturação da carreira, com melhores condições de trabalho aliada a uma atualização financeira de 28% e progressão salarial anual.

 

Fonte: Jornal Coletivo

 
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