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Usuário enfrenta 4º dia sem meia viagem

Sem negociações, rodoviários planejam greve a partir do dia 13, que pode afetar um milhão de passageiros

O usuário do sistema de transporte urbano no Distrito Federal enfrentou hoje o quarto dia de suspensão da meia viagem por parte dos rodoviários, mobilização que vem deixando os pontos de ônibus lotados nos horários de maior deslocamento da população. Segundo cálculos do Sindicato dos Rodoviários do DF, cerca de 300 mil pessoas são afetadas diretamente pela retirada de circulação de 30% da frota, o que equivale a 900 veículos a menos.


Muitos dos usuários reclamam que passam mais de uma hora esperando transporte e quando finalmente conseguem embarcar, o veículo já está lotado. Se não bastasse quando a demora no intervalo entre um ônibus e outro, o aumento dos carros em circulação nas ruas do Distrito Federal é um outro reflexo das paralisações, deixando o tráfego mais lento e vias engarradas.

Por enquanto, o usuário do sistema enfrenta problema em horários de pico. Situação pode ser agravada na próxima semanaFoto: Rúbio GuimarãesPor enquanto, o usuário do sistema enfrenta problema em horários de pico. Situação pode ser agravada na próxima semana


De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Jorge Farias, a situação do transporte público no DF deve se complicar mais caso haja a deflagração da greve geral marcada para se iniciar na próxima segunda-feira (13).


“Estamos até agora sem nenhuma definição tanto dos empresários quanto da Secretaria de Transportes. Desse jeito, caminhamos para a greve na próxima semana quando 100% dos ônibus estarão parados”, argumenta o vice-presidente do sindicato com a justificativa de que “em greve de rodoviários, a categoria normalmente não mantém 30% do efetivo em serviço”.


12 mil trabalhadores
Caso haja a paralisação, a estimativa da entidade é que 12 mil trabalhadores cruzem os braços, deixando de colocar em circulação mais de 1,6 mil veículos e afetando cerca de 1 milhão de pessoas que fazem uso do transporte coletivo todos os dias. A categoria reivindica reajuste de 16,69%, vale-alimentação, cesta básica e jornada de trabalho de seis horas.

Fonte: Jornal Coletivo/ J. Chaves 

 
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