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Caso do jornalista em estado vegetativo terá nova audiência

O juiz da 9ª Vara Cível marcou para dia 1 de julho, às 14h, nova audiência para ouvir testemunhas do caso do jornalista que ficou em estado vegetativo após o que alega ter sido erro médico em um hospital da Unimed de Brasília. A última audiência, realizada no dia 16 de junho, começou às 15h30 da tarde e foi até quase 20h. Foram ouvidos o médico perito, dois médicos assistentes técnicos e uma testemunha do autor.

 

 


O autor da ação é um jornalista que, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico foi levado ao hospital da Unimed de Brasília, onde foi operado. Ele alega que, após a cirurgia, estava com o lado direito do corpo paralisado, mas respondia a estímulos com o lado esquerdo. Segundo o autor, após apresentar sinais de melhora, os médicos decidiram tirar a sedação que o mantinha em coma induzido para que ele acordasse. Como a retirada da sedação aconteceu à noite, o autor teria acordado e, num ato reflexo, arrancado o tubo de oxigênio, o que provocou uma parada cardio-respiratória e o deixou em estado vegetativo.

 



O autor, representado por sua esposa, questiona a omissão do hospital em permitir a extubação. Segundo ela, o paciente deveria estar amarrado ou, pelo menos, vigiado para que o fato não tivesse ocorrido. O autor pede indenização por danos morais. 

 


Os réus, Unimed do Brasil, Unimed de Brasília e Medial Saúde, alegam que não se tem como provar se a piora do autor foi causada pelo incidente. Segundo os réus, o caso dele já era grave e poderia culminar em estado vegetativo independentemente do fato ocorrido. 

 


Na próxima audiência, o magistrado deve ouvir testemunhas das partes e alguns assistentes técnicos dos réus, que não foram intimados para a audiência do dia 16 de junho.



Fonte: TJDFT

 
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