Jaqueline Roriz disse que foi induzida a erro por Durval
Após a apresentação do parecer no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados que pediu a cassação de Jaqueline Roriz (PMN-DF), o relator do caso, Carlos Sampaio (PSDB-SP), afirmou que foi procurado, em sessão do Plenário da Casa na semana passada, por Jaqueline. A deputada, que recusou fazer sua defesa oral durante as investigações do conselho, teria, enfim, contado a Sampaio sua versão dos fatos.
“Ela me disse que o contexto foi bem diferente daquele que eu coloquei no meu relatório”, disse. “Ela contou que foi induzida a erro por Durval Barbosa, que teria lhe dito que queria ajudá-la e, como ela ainda não contava com a ajuda de ninguém, resolveu aceitar”, narrou.
Carlos Sampaio afirmou que a conversa foi rápida. E, por fim, Jaqueline teria dito que, “de qualquer forma, respeitava o relatório e o parecer do relator”. “Ela foi muito educada”, concluiu Sampaio.
A primeira e única conversa com Jaqueline, no entanto, não serviu para mudar o entendimento do relator, que continua firme na convicção de que ela deve perder o mandato. “O sujeito passivo é o Parlamento. E é o Parlamento quem deve dar uma resposta à sociedade, a partir do momento em que tomou conhecimento do ato indecoroso”.
Sampaio afirmou ainda não temer a contestação de seu relatório protocolada no Conselho de Ética pelos advogados da deputada. “A tese tem um raciocínio lógico, jurídico e o respaldo do Plenário. Então, não há porque ser revisto”.
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Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
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